Dentre os mortos/desertores estavam César. Mas, como poderia isso, se ele gostava tanto da Corporação? Desertar, ele nunca faria. Agora, poderia ser que estivesse morto. De qualquer forma, Nelson conseguiu hangarear fundos pra irem atrás do seu amigo César. Depois de cinco dias de buscas, os homens chegaram correndo ao galpão.
- César está vivo! Ele está sendo mantido prisioneiro junto com vários da Fênix.
Então, todos os residentes do galpão e mais alguns aliados de outros galpões foram atacar a tal tribo. Depois de uma batalha quase incessante, com baixa de mais de 1/3 dos homens, eles finalmente conseguiram libertar os prisioneiros. César deu um longo abraço em Nelson, e todos partiram pro galpão.
- Foi pra Nova York? - indagou César sobre Murilo. - Como assim?
- Pois é, ele tinha tido uma longa conversa comigo sobre a Fênix, até que, um dia, voltando de sua lua-de-mel, ele pegou um avião e foi pra Nova York. Lá, segundo os relatos oficiais, foi morto junto com a mulher e o filho.
- Meu Deus, que atrocidade.
Então, César foi ver o pequeno Roberto. Ele disse pra mulher que assumiria a paternidade da criança, cedendo do bom e do melhor a ela.
- Obrigado, César. - disse a moça.
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Nos Estados Unidos, a Skyline só vinha crescendo. Agora estava em todos os estados americanos. Com equipamentos bem mais modernos do que a Fênix, ela recrutava pessoas em tempo recorde. Passados cinco anos, já começou a se expandir pra outros países, sendo um deles o Brasil.
Na década de 1950, as duas corporações já estavam em tamanhos iguais. Roberto, então com seus vinte e poucos anos, assumiu como chefe de galpão. Geraldo, dois anos depois, em Nova York, assumiu como diretor da cidade (pois, na Skyline, a gradação é diferente da Fênix).
E foi aí que as duas corporações assinaram um tratado de paz, pois, nos anos anteriores, durante todas as tentativas de contato, a Skyline era desprezada pela Fênix. Somente agora, tendo tamanhos semelhantes, que ela aceitou um acordo.
No Brasil, Nelson já havia falecido, mas César ainda estava vivo, bem como a mãe do Roberto. Eles queriam que o filho estudasse medicina, mas ele mesmo não queria outra coisa na vida a não ser crescer na Corporação. Depois de tanto dizer isso, a mãe e César aceitaram que ele ficasse somente na Fênix.
Já Geraldo, cursava Engenharia numa das melhores universidade de Nova York, e tinha grandes ideias pro desenvolvimento da Skyline, as quais um dia sonhava apresentar pro presidente. Sabia falar quatro línguas: português, inglês, italiano e francês; e ainda tocava piano muito bem.
Roberto tinha, no Brasil, um grande amigo, de nome Bruno. Eles conversavam muito sobre diversos asssuntos. Só não podiam conversar sobre futebol, pois um torcia São Paulo e o outro Corínthians. Bruno era um rapaz muito bondoso, inteligentíssimo e sensível também. Roberto era mais explosivo, insensível algumas vezes e mulherengo.
Depois de muita insistência de Beto, Bruno entrou na Corporação, começando a fazer as missões diárias. No início, se saiu até bem, mas depois ele sentiu a pressão do grupo. Quando ia pedir pra sair, Beto veio em sua direção e deu vários conselhos a ele, o que fizeram ele resolver ficar.
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