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| O cavalo de Cosme |
Saindo em disparada, nem deu oportunidade de verem a cara do sujeito. Alessandra pegou a pedra enquanto César massageava a área atingida. No manuscrito, dizia: "Se quiserem saber o paradeiro do cavalo, assim como o do negro larápio, apareçam na rua Paulo Félix, esquina com João Matoso, às 18:00 do atual dia".
Ao saberem disso, foram correndo avisar o velho Cosme. Ele estava cortando a grama do jardim quando a dupla chegou, e foram logo anunciando a novidade. De início, ele ficou um pouco desconfiado da conversa deles, e disse: "como pode isso ter acontecido? Então outro homem sabia da nossa história?". De qualquer forma, ele resolveu acreditar neles e aceitou ir à tal esquina no horário estipulado.
Ao chegar lá, não havia ninguém. Os três ficaram em pé até 18:30 e o velho, já impaciente, disse: "é muito bom pra cara de vocês inventarem uma história dessas. Desapareçam da minha cidade e voltem praquela vila maldita". Quando ia saindo, César retrucou: "mas, senhor, eu juro que nós não armamos nada. Um homem realmente nos abordou e jogou esse bilhete numa pedra". Cosme foi até ele, pegou o billhete e mordeu, cuspindo depois, num sinal de raiva.
| Quem será o homem encapuzado? |
E se passou um ano. Alessandra agora estava casada e não mais andava muito com César. Ele havia terminado um namoro duradouro, e parecia não querer outro relacionamento por um bom tempo. E Cosme estava adoentado, recebendo visitas de seus familiares, incluindo dois de seus vários filhos e a sua segunda mulher. Foi aí que o homem encapuzado reapareceu no jardim do velho, pra surpresa de seu filho, que estava na varanda. Ele arremessou cinco pedras, o que fez o homem correr pra dentro da casa. Depois, quando viu que ele não estava mais ali, saiu pra conferir se não havia mais ninguém. Ao observar as pedras, viu que cada uma tinha um bilhete acoplado, o que o fez as levar imediatamente ao seu pai.

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