domingo, 28 de abril de 2013

O ataque dos escravos

Era uma sexta-feira 13 quando o grupo acordou disposto. Já havia passado um mês desde o incidente do Espírito Santo. O grupo já estava restabelecido, e agora Murilo era tutor de uma série de novatos, explicando como funcionava a Fênix e outras questões. Foi aí que, quando duas das equipes já tinham saído, que uma quantidade gigantesca de escravos vinha correndo rumo ao galpão.
      - Meu Deus! - disse Nelson - Eu nunca vi tanto homem junto. Vamos abandonar esse galpão e nos dispersar pelos arredores, matando aos poucos os escravos.
E assim foi feito. Pouco a pouco, um membro do grupo achava um escravo na mata e o matava. Pela noite, já haviam quase acabado com eles. As equipes que chegaram das missões, das quais uma incluía Murilo, perceberam que algo de errado estava acontecendo. Até que Nelson apareceu.
      - Rapaz, o que houve? - indagou Murilo.
      - Os escravos vieram se vingar do episódio do ouro. Nós então nos disperçamos pela mata e agora devem estar voltando os que foram.
Mas o problema é que não voltou mais ninguém. Uma parte tinha morrido e a outra aproveitou a oportunidade pra desertar. Então, no dia seguinte, Nelson fez uma rara carta de recrutamento, que só é feita quando há muitas baixas e que os olheiros já não dariam conta de repor tanto pessoal em tão pouco tempo. Então, ele a enviou pra ordem regional da Fênix.

Um diretor veio visitar o galpão, pra ter uma conversa com Nelson. Ao esclarecer alguns pontos, o diretor concordou que eles não podiam cumprir as diretrizes diárias com tão poucos homens. Ele disse que uma parte seria mandada ainda à noite daquele dia e que o resto chegaria de manhã.
     - Diretor, você podia me fazer um favor? - perguntou Nelson
     - Depende de qual for - disse o diretor, franzindo a testa.
     - Eu gostaria de ter o tão famoso Livro da Corporação Fênix
O diretor riu um pouco e depois disse:
     - Esse livro eu passei cinco anos como diretor pra ter acesso. Ele contém informações muito secretas e não é pra qualquer um ter acesso a ele.
     - Tudo bem, eu compreendo - disse Nelson
Após se despedirem, Nelson e Murilo foram organizando o galpão.
     - Como você soube do livro? - perguntou Murilo
     - Ah, o seu Horácio um dia me contou que havia um livro sobre a Corporação
     - O que tem escrito nele?
     - Segundo Horácio, uma vez ele teve acesso por uma hora ao livro, quando trabalhava de bibliotecário na sede nacional da fênix. Ele disse que, em uma parte, tem toda a história da Corporação. Depois, tem instruções em geral, de como agir em circunstâncias extremas, entre outras coisas. Tem dois capítulos totalmente mágicos, com escritos dos alquimistas de várias épocas. Mas o Horácio disse que o que tentou fazer não deu certo, mesmo seguindo as instruções.
      - Devem ser só lendas - disse Murilo - eu sou muito cético quanto a essas coisas de magia
      - Pois bem, tem mais trinta e poucos capítulos. O Horácio disse que não conseguiu ler todo, pois um oficial chegou e ele teve que guardar o tal livro.
      - Nossa, que história. - disse Murilo

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