domingo, 28 de abril de 2013

A semana de folga, as eleições, o ataque dos pistoleiros e a quarta missão

E agora, quem chefiará o grupo?
Todos se acordaram no galpão e sentiram uma leve saudade da terra natal. Porém, sabiam que era necessário estarem ali, por questões de segurança. Quando foram ao centro para pegar os cartões, viram que a urna não estava mais lá. Andando por ali, acharam um bilhete que dizia: "o vosso chefe feriu a ordem da Fênix. Ele não nos avisou sobre a mudança e deixou o galpão anterior vazio, que fora saqueado por terroristas na última noite. Que escolham os novos chefes e novos diretores".

Ao terminar a leitura em voz alta, César olhou pros lados, procurando um velho da equipe. Chegaram ao seu Horácio, de setenta anos, que há quarenta servia a Fênix. Pergutaram se ele sabia como proceder na situação, e ele disse que sim. Apresar de muito rara, a substituição por desaparecimento já havia acontecido uma vez na sua estadia pelo grupo. Quando ela acontece, zeram-se os cartões de todos e o chefe/diretores eram escolhidos por voto fechado. Então, disse que tinham uma semana pra preparar suas ideias e discursos, que seriam lidos em voz alta, a fim de se conhecer melhor cada um.

Chegado o dia, todos leram os discursos e, incrivelmente, o que mais impressionou foi o de Sérgio, que era considerado "verde", junto com Murilo e César. Ao terminarem as leituras, o velho ordenou que todos formarem um grande círculo em volta do galpão. Preparou então vários papéis e os distribuiu entre todos. Mandou que escrevessem o nome de quem consideravam mais capacitado pra liderar o grupo. Contados os votos, Nelson ganhou. Depois, pediu pra que repetissem o gesto por cinco vezes, pra escolher os diretores. Pra surpresa de todos, Sérgio estava entre eles.

Terminada a eleição, Sérgio foi perguntar a Horácio: "senhor, o que devo eu fazer agora? Não participarei mais de missões abertas?". O velho mandou que ele se acalmasse, pois ele iria já explicar pros novatos como seria daqui pra frente. Numa sala com Murilo, César e Sérgio, ele disse: "Como vocês devem saber, o Sérgio foi escolhido pra direção. Funciona da seguinte forma: as funções dele vão ser colocar na urna os cartões, zelar pela integridade do galpão enquanto os outros realizam as missões e ganharem cartões dourados sempre que a equipe apostada por ele tivesse êxito".

"Como assim?", indagou Murilo, "então vai ter apostas?". O velho disse: "sempre houve, meu rapaz. Os diretores apostam em determinadas equipes. Se aquela equipe receber os cartões dourados, ele recebe também. O chefe, no caso, Nelson, organiza as apostas a fim de que não ocorram fraudes". "E o chefe, como ganha algo?", perguntou César. "O chefe ganha se a maioria das equipes lograrem êxito. Por exemplo, se a missão exigir cinco equipes, ele vai ganhar um cartão dourado se três equipes cumprissem a missão, e irá ganhar um preto se o contrário acontecer", disse Horácio. "E se der empate?", perguntou César. "Aí não se ganha nem se perde cartões", respondeu o velho.

Ao saírem da sala, o senhor perguntou se haviam mais dúvidas. Os jovens disseram que não. Então, foram jantar e dormir, pois só haveria condições de realizar missões no dia seguinte. Sérgio agora acordaria todos os dias às três da manhã pra discutir, com o chefe, as missões do dia, recebendo as diretrizes da Ordem. Depois de escolhidas, faziam as contas de quantas equipes seriam necessárias pra realizar tudo isso. Hoje, seriam divididos em cinco, pois havia quatro missões, uma delas necessitando de duas equipes: uma para adentrar no estabelecimento e outra para dar cobertura.


Os pistoleiros atacaram de repente
Ao amanhecer, eles foram surpreendidos por uma forte explosão, vinda da zona leste do galpão. Quando viram, eram os terroristas. "Meu Deus, é o fim!", gritou um dos membros do grupo. "Calma, nós temos armas e munição", disse Nelson. Ele mandou que todos os seguissem para pegarem as armas. Distribuídas, os homens foram de ataque aos pistoleiros. Depois de uma hora de troca de tiros, finalmente conseguiram vencê-los, com pequenas perdas. Um dos que morreram foi o velho Horácio, que teve, no mesmo dia, um enterro decente e emocionante.

No dia seguinte, eles ficaram de fazer as missões do dia anterior, enviando uma carta à Ordem explicando que não cumpririam com as diretrizes do dia pois haviam sido atacados e tiveram que enterrar um dos membros do grupo. Pegaram então os cartões e fizeram cinco equipes, na qual César participava da equipe que tinha como missão dar cobertura e Murilo na de invasão. As outras três foram pra missões menores.

Então, eles foram em direção à casa. Ao chegarem, a equipe de invasão correu pra dentro dela e os outros ficaram no jardim. Ao arrombarem a porta, se depararam com quatro pessoas, que estavam fazendo o desjejum. Todos foram rendidos e amarrados entre si. Ao subirem as escadas, viram um homem que jogou uma granada no grupo, ferindo dois dos intergrantes. O outros então subiram e foram atrás desse homem. O encontraram no quarto, apontando uma arma pra eles. Tentaram fazer um acordo, mas o homem não se rendeu. Então, um deles deu a ideia de que uma pessoa poderia ir, do lado de fora, até a janela do quarto. Ele foi, chegando a apontar a arma pro homem, mas este o notou ali, e virou a espingarda pra ele, o acertando em cheio no peito. Os da equipe aproveitaram a distração do homem pra atirar. Conseguiram matá-lo, e deram início à segunda parte da missão.

A batalha foi grande, mas os inimigos enfim foram derrotados
Agora, eles deveriam procurar um cartão verde pela casa. Procuraram muito, mas nada encontraram, até que uma mulher espirrou. O espirro dessa mulher veio da parede, indicando que ali teria um fundo falso. Então, ao tirarem os quadros da parede, acharam uma passagem secreta. Ao entrarem ali, se depararam com a mulher, que não ofereceu resistência, apesar de dizer que, se o marido descobrisse que ela havia falhado em proteger o cartão, provavelmente a mataria. "Ele não vai fazer isso", disse um dos homens, "nós a levaremos conosco". Então, eles pegaram o cartão e a mulher, e foram pra fora da casa.

Ao chegarem lá, uma forte troca de tiros estava acontecendo. Murilo teve a ideia de pegar um sofá da casa pra servir de proteção. Haviam dez pistoleiros do lado de fora. Pouco a pouco, foram eliminando a maioria. Quando perceberam que estavam em dois, os pistoleiros fugiram. Foram dadas apenas duas baixas na missão. Foram então pro galpão e de lá, Murilo foi escolhido pra usar o cartão. Ele foi, muito bem vestido, até um bar da região. Ao mostrar o cartão pro dono, ele teve acesso a um local restrito do bar. Lá, pegou tudo o que conseguiu de ouro e diamantes, os colocando em várias mochilas que havia trazido. Como saída, Murilo achou uma janela que dava pra rua. Então, foi até o galpão e depositou todas as preciosidades. Nessa noite, o grupo comemorou com um jantar de gala, num dos melhores restaurantes da cidade.

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